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CONCEITO DE RAÇA E DE POVO
1 - Introdução
É bastante conhecido o fato de que, biologicamente, os seres humanos pertencem a uma única espécie, Homo sapiens. É também evidente que a população mundial é variada no que se refere aos aspectos morfológicos: estatura, cor da pele, formato do rosto e do nariz, cor e tipo de cabelos, etc. Bastante problemática, porém, é a divisão da humanidade em em populações variadas ou raças.(1)
Seja qual for a classificação dotada, podem formar-se com as raças humanas, e empregando um critério simplista, três grandes grupos ou troncos raciais levando-se em conta, como fundamental, cor da pele, a qual, diga-se de passagem, implica quase sempre outros caracteres morfológicos distintos. Estes troncos raciais são: o europeu, o mongolóide e o negróide. (2).
2 - Mecanismos de Raciação
Dividir a humanidade em raças é problemático pois já começa pela definição: " raças são populações mais ou menos isoladas, que diferem das outras populações da mesma espécie pela freqüência de características hereditárias". Os principais mecanismos de raciação ( formação de raças) são o isolamento, as mutações, a seleção natura l e a seleção social.
Para haver de fato uma raça, no sentido puro do termo, é necessário que uma dada população permaneça isola da por longo tempo ( centenas de gerações), durante o qual os cruzamentos ocorrem apenas entre indivíduos dessa mesma população. Isso não acontece na população mundial, e provavelmente nunca aconteceu, com exceção talvez de habitantes de algumas ilhas e num passado remoto. O isolamento entre grupos humanos sempre foi relativo, nunca absoluto, graças às migrações de uma área para outra ( ou de um continente para outro), ao comércio, às guerras, etc. Em todas essas formas de contato sempre houve miscigenação.
2.1 - Em 1.500, a Primeira Globalização
A partir do século XV, com a expansão ultramarina européia, os contatos tornaram-se mais freqüentes ainda, com migrações internacionais forçadas ou espontâneas, que envolveram um número incalculável de pessoas, provavelmente dezenas de milhões. Nessa época o homem começa a conhecer e mapear todos os quatro cantos do planeta.
3 - Definindo as Raças
Muitas são as classificações das raças humanas. Alguns autores dividem a humanidade em três raças, outros acham que são cerca de vinte e outros ainda acreditam que pode haver cinqüenta raças. Até mesmo autores do século xx estabeleceram sub-raças.
A classificação mais conhecida - o que não significa que seja a melhor - é aquela que reconhece três "troncos raciais", ou "raças maiores": mongolóide (amarela), caucasóide (branca) e negróide (negra).
4 - Conclusão - Nenhuma raça humana é pura, pois entre todas elas houve cruzamentos. Assim, certos grupos de negros podem apresentar mais semelhanças com grupos de brancos que com outros grupos de negros quanto aos tipos sanguíneas ou à forma do crânio, por exemplo. A mesma coisa se dá com outras características físicas, como estatura,cor dos olhos, etc., que às vezes têm uma distribuição mais parecida em grupos diversos, como brancos e amarelos, do que em grupos semelhantes (brancos e brancos).
Um cientista calculou que menos de 1% do total de genes entra em jogo na diferenciação racial da humanidade. Portanto, existem muito mais igualdade que desigualdades genéticas na espécie humana.

CARACTERES RACIAIS
1. Tipologia - Longilíneo = membros e troncos longos
Brevilíneo = membros e troncos curtos
2. Estatura - Crescimento máximo que um indivíduo alcança geralmente aos 20 anos de idade
3. Forma de crânio
3.1 - Índice Cefálico - comprimento e largura máxima:
- dolicocéfalo = menos que 76
- mesocéfalo = valor entre 76 e 81
- braquicéfalo = valor maior que 81
3.2 - Índice Vertical-longitudinal - a máxima altura do crânio e a máxima longitude ( a primeira é x% da outra)
- camecéfalo = ou baixo: menor que 57,7
- ortocéfalo = ou médio: entre 57,7 a 62,5
- hipsocéfalo = ou alto: maior que 62,5
3.3 - Índice Vertical-transversal - comparação da altura com a largura máxima.
- tapinocéfalo = ou baixo: menor que 79
- metacéfalo = ou mediano: entre 79 a 85
- acrocéfalo = ou alto: maior que 85
3.4 - Índice Vertical-lateral - norma de descrição que pode ser plano-occipital e curvo-occipital.
4. Forma do Rosto
4.1 - Índice facial - obtido medindo-se a altura desde começo do nariz até o ponto inferior do mento.
- Face Leptoprósopa - índice maior que 88
- Face Mesoprósopa - Índice entre 88 a 84
- Face Euriprósopa - Índice menor que 84
4.2 - Âm]ngulo Facial - ângulo obtido por um plano entre face e orelhas.
- Ortognata - se valor maior que 85º
- Mesognata - se valor estiver entre 80º a 85º
- Prognata - se valor menor que 80º
5. Formas de Nariz
5.1 - Índice Nasal - proporção obtida medindo-se largura x altura
- Leptorrino = valor menor que 70
- Mesorrino = valor entre 70 a 85
- Camerrino = valor maior que 85
6. Formas dos Lábios - pode ser: 1- Delgados, medianos e grossos
2- Perfil: Reto = maioria dos europeus
Convexo = pigmeus africanos
Côncavo = a maior parte dos negros
7. Orelhas - Índice auricular ( largura por 100, dividida pela altura )
- Ausência ou presença do tubérculo de Darwin
- Aderência ou não do lóbulo ou polpa
8. Olhos - Abertura Palpebral:
- Abertura ampla
- Abertura estreita e oblíqua ( ex. povo mongol )
9. Pigmentação - Decorre de uma substância chamada melanina, que se deposita na derme, na capa cortical do cabelo ou da íris. Quando o organismo do indivíduo é incapaz de produzir algum pigmento ocorre o chamado "albinismo".

RAÇAS DA ÁFRICA
1. OS ETÍOPES
Na região geográfica "Chifre da África", na Somália e na península da Somália, vivem os povos galla, amhara e somálios, pertencentes à raça etiópica, e participam das características conjuntas dos brancos e dos negros.
1.1 - Caracteres morfológicos - Tipo esbelto, de altura média 1,67m. Cabeça dolicocéfala; rosto oval; nariz proeminente, de perfil reto e convexo; lábios finos. Pele escura algo arroxeada; cabelo negro, encarapinhado e cheio; pilosidade corporal e facial. Este povo em tempos longínquos, o elemento negróide que habitava a península se misturou com os povos invasores procedentes da Arábia e do Baixo Egito. Daquele povo, sul-arábico é também sua língua oficial, o amhárico, existindo vários dialetos.
1.2 - Organização social e Modo de vida - Lentamente incorporada à civilização ocidental, a região foi até os anos de 1970 regida por uma dinastia segundo a tradição da origem bíblica. Seu primeiro Rei dos Reis, ou Negus, Menelik, foi o fruto dos amores de Salomão e a Rainha de Sabá. Socialmente, eram de se organizar em classes por idade. Os ciclos evolutivos primordiais são de 8 em 8 anos. A partir dos 30 já podiam constituir uma família. Predomina a casa mediterrânea-oriental, de pedra e tijolo coberta por um teto plano.
1.3 - Economia e Crenças - quase metade das terras da região constitui pastagens, em conseqüência, o pastoreio é das principais fontes de riqueza. Os antigos etíopes já conheciam o arado de ferro egípcio, os diques reguladores da água, os canais de irrigação e as culturas escalonadas em terraços. Antigamente se fazia o culto ao sol, às forças naturais e às árvores, que lhes representa fecundidade. Cultuam o maometanismo e o cristianismo. Toda a região vem sofrendo as conseqüências do pós descolonização e grupos radicais muçulmanos e guerrilheiros de várias facções se alternam no poder.
2. OS NILÓTIPOS
Assim chamado, de povo nilóticos por se estenderem pelas pradarias do Alto Nilo, desde Cartum (capital do Sudão) até a região dos lagos e desde a Etiópia ao Congo. Compreendem os dinka e masai,a nação "Azande".
2.1 - Caracteres morfológicos - Tipo esbelto, longilíneo, com pernas e braços compridos, estatura bem alta: 1,82m. Cabeça bastante dolicocéfala; rosto comprido, ortógnato; nariz bastante largo, mas não achatado e pele muito escura, quase negra. Cabelo negro, curto e crespo; pilosidade facial e corporal escassa.
2.2 - Organização social e Modo de vida - é característico entre eles o patriarcalismo e o direito do primogênito possuir a herança paterna. O dote, quase sempre um rebanho de bois, é o mais apreciado no ato matrimonial. São de fazer vida ao ar livre, exceto quando o tempo os impede. As mulheres podem tatuar-se, deformar os lábios ou colocar enormes braceletes de ferro. Os homens fazem um esmerado toucado.
2.3 - Economia e Crenças - tradicionalmente, conhecem o ferro e sua técnica . Caracterizado como um grande bem o gado vacum. Crêem em uma divindade superior e adoram as forças da natureza e os antepassados.
3. OS SUL-AFRICANOS
Os sul-africanos ou cáfridas habitam a área compreendida entre os grandes lagos e desde Rep. do Congo, parte de Zambia e Angola. Chamado de povos "bantos", compreende ainda os povos zuluse xonga.
3.1 - Caracteres morfológicos - Tipo fino, de proporções moderadas, com uma estatura média de 1,68m. Cabeça dolicocéfala; rosto comprido, com prognatismo pouco acentuado; nariz não muito largo, achatado. Pele cor de chocolate, cabelos negros, e em geral encarapinhados. Falam o bantu, língua que agrupa todos os objetos em oito categorias, que se distinguem entre si por prefixar cada nome.
3.2 - Organização social e Modo de vida - Ainda que existam restos de matriarcado, o regime patriarcal baseado em clãs é a forma usual de convivência social. A mulher goza de muitos prestígios, tanto que aceita a poligamia.Já que são elas quem mais trabalha no campo, quanto maior número delas um esposo terá menos o que trabalhar. A habitação típica antiga eram as choças com forma de colméia cônica, estando ao ceente de uma caldeira de vapor. Dois canos em forma de L eram fixados na esfera. Quando o vapor escapava por esses canos em forma de L a esfera adquiria movimento de rotação. Este motor, entretanto, não realizava nenhum trabalho útil. Centenas de anos depois, no séc. XVII, as primeiras máquinas a vapor bem-sucedidas foram desenvolvidas.
As Primeiras Máquinas a Vapor operavam utilizando-se mais da propriedade de o vapor condensar-se de novo em líquido do que de sua propriedade de expansão. Quando o vapor se condensa o liquido ocupa menos espaço que o vapor. Se a condensação tem lugar em um recipiente fechado, cria-se um vácuo parcial ou uma sucção que pode realizar trabalho útil.
Em 1698 Thomas Savery (1650-1715), mecânico inglês, patenteou a primeira maquina vapor realmente prática, uma bomba para drenagem de água de minas. A bomba de Savery possuía válvulas operadas manualmente, abertas para permitir a entrada do vapor em um recipiente fechado. Despejava-se água fria no recipiente para resfria-lo e condensar o vapor. Uma vez condensado o vapor, abria-se uma válvula de modo que o vácuo no recipiente aspirasse a água através de um cano.
Em 1712, Thomas Newcomen (1663 - 1729), ferreiro inglês, Inventou outra máquina a vapor para esvaziamento das águas de infiltrações das minas. A máquina de Newcomen possuía uma viga horizontal à semelhança de uma gangorra, da qual pendiam dois êmbolos, um em cada extremidade. Um êmbolo permanecia no interior de um cilindro. Quando o vapor penetrava no cilindro, forçava o êmbolo para cima, e acarretava a descida da outra extremidade da viga. Borrifava-se água fria no cilindro, o vapor se condensava e o vacuo sugava o êmbolo de novo para baixo. lsto elevava o outro extremo da viga, que se ligava ao êmbolo de uma bomba na mina.
A Máquina de Watt. Quando James Watt, engenheiro escocês, iniciou suas experiências em 1763, a máquina de Newcomen era a melhor e a mais utilizada. Watt estudou-a detalhadamente e concluiu que utilizava enorme quantidade de vapor e portanto grande quantidade de combustível. Watt observou que o aquecimento e o resfriamento alternados do cilindro desperdiçavam muito calor. Com base nessas. observações, inventou uma máquina em que o condensador e o cilindro eram recipientes separados. O cilindro sempre permanecia quente, O que economizava 3/4 do combustível. Esse aperfeiçoamento permitiu que se evitasse o desperdício de vapor pela condensação ao entrar em contato com o cilindro frio.
Watt registrou sua primeira patente de uma máquina a vapor em 1769, e prosseguiu os aperfeiçoamentos das máquinas. Talvez seu feito mais importante seja o uso do principio da dupla ação. Nas máquinas baseadas nesse princípio, o vapor é primeiramente utilizado sobre uma das faces do êmbolo, e depois sobre a outra. Watt também introduziu o método de conter o vapor quando o cilindro estava parcialmente cheio, o que permitia a expansão do vapor já no cilindro, completando o movimento do embolo. Muitas pessoas, por equívoco, atribuem a Watt a invenção da máquina a vapor. Mas ele apenas a aperfeiçoou. Reduziu o custo de operação das máquinas com condensação e tornou-a práticas para outros tipos de aplicações além do bombeamento.
Máquinas a Vapor Modernas. O principal melhoramento introduzido nas máquinas de Newcomen e de Watt no decorrer dos anos foi o desenvolvimento de máquinas capazes de operarem com vapor de alta pressão. Watt não experimentou o vapor de alta pressão, pois temia uma explosão. Às pressões nas suas máquinas não ultrapassavam a pressão do ar, 1kg/cm2. No final do séc. XVIII e Início do séc. XIX Richard Trevithick engenheiro e inventor inglês construiu as primeiras maquinas a vapor de alta pressão. Uma das suas primeiras máquinas operava sob 2kg de pressão. Em 1815, Oliver Evans, engenheiro norte-americano, construiu uma máquina a vapor sob pressão relativamente elevada, 14kg. Hoje muitas maquinas a vapor operam sob uma pressão superior a 7Okg/cm2.
Outros melhoramentos introduzidos nas máquinas
a vapor incluem o desenvolvimento da máquina compound e o uso do vapor
superaquecido. No superaquecimento, a temperatura do vapor é elevada a mais
de 3700C sem que haja aumento de pressão. Isto ajuda a evitar que
o vapor admitido se condense sobre as superfícies do cilindro do êmbolo,
pois o vapor superaquecido não esfria tão rapidamente quanto o vapor em
condições normais, No fim do séc, XIX. a invenção das turbinas a vapor
representou grande avanço no campo das máquinas a vapor. As turbinas a vapor
constituem uma fonte econômica de energia para acionar geradores elétricos e
hélices de navios a vapor.