CONCEITO DE RAÇA E DE POVO

CONCEITO DE RAÇA E DE POVO

1 - Introdução

É bastante conhecido o fato de que, biologicamente, os seres humanos pertencem a uma única espécie, Homo sapiens.      É também evidente que a população mundial é variada no que se refere aos aspectos morfológicos: estatura, cor da pele, formato do rosto e do nariz, cor e tipo de cabelos, etc. Bastante problemática, porém, é a divisão da humanidade em em populações variadas ou raças.(1)

Seja  qual  for a  classificação  dotada,  podem  formar-se com as  raças humanas,  e empregando  um  critério simplista, três grandes grupos ou troncos raciais levando-se em conta, como  fundamental,  cor da pele,  a qual, diga-se de passagem, implica quase sempre outros caracteres morfológicos distintos. Estes troncos raciais são:    o europeu, o mongolóide e o negróide. (2).

2 - Mecanismos de Raciação

Dividir a humanidade em raças é problemático pois já começa pela definição:    " raças são populações mais ou menos isoladas,      que diferem das outras    populações da mesma espécie  pela freqüência de características hereditárias".      Os principais mecanismos de raciação ( formação de raças) são o isolamento, as mutações, a seleção natura l e a seleção social.

Para haver de fato uma raça, no sentido puro do termo, é necessário que uma dada população permaneça isola da por longo tempo ( centenas de gerações), durante o qual os cruzamentos ocorrem apenas entre indivíduos dessa mesma população. Isso não acontece na população mundial, e provavelmente nunca aconteceu, com exceção talvez de habitantes de algumas ilhas e num passado remoto.      O isolamento entre grupos humanos sempre foi relativo, nunca absoluto, graças às migrações de uma área para outra ( ou de um continente para  outro), ao comércio, às guerras, etc.   Em todas essas formas de contato sempre houve miscigenação

2.1 -  Em 1.500, a Primeira Globalização

A partir do século XV, com a expansão ultramarina européia, os contatos tornaram-se mais freqüentes ainda, com migrações internacionais forçadas ou espontâneas, que envolveram um número incalculável de pessoas, provavelmente dezenas de milhões. Nessa época o homem começa a conhecer e mapear todos  os quatro cantos do planeta. 

3 - Definindo as Raças

Muitas são as classificações das raças humanas. Alguns autores dividem a humanidade em três raças, outros acham que são cerca de vinte e outros ainda acreditam que pode haver cinqüenta raças. Até mesmo autores do século xx estabeleceram sub-raças.

A classificação mais conhecida - o que não significa que seja a melhor - é aquela que reconhece três "troncos raciais", ou "raças maiores": mongolóide (amarela), caucasóide (branca) e negróide (negra).

4 - Conclusão - Nenhuma raça humana é pura, pois entre todas elas houve cruzamentos. Assim, certos grupos de negros podem apresentar mais semelhanças com grupos  de brancos que com outros grupos de negros quanto aos tipos  sanguíneas ou à forma do crânio, por exemplo.  A mesma coisa se dá com outras características físicas, como estatura,cor dos olhos, etc., que às vezes têm uma distribuição mais parecida em grupos diversos, como brancos e amarelos, do que em grupos semelhantes (brancos e brancos).

Um cientista calculou que menos de 1% do total de genes entra em jogo na diferenciação racial da humanidade. Portanto, existem muito mais igualdade que desigualdades genéticas na espécie humana.

CARACTERES RACIAIS

1. Tipologia - Longilíneo = membros e troncos longos

                    Brevilíneo = membros e troncos curtos

2. Estatura - Crescimento máximo que um indivíduo alcança geralmente aos 20 anos  de idade

3. Forma de crânio

    3.1 - Índice Cefálico -  comprimento e largura máxima:

                                   -  dolicocéfalo = menos que 76

                                    -  mesocéfalo = valor entre 76 e 81

                                    -  braquicéfalo = valor  maior que 81

    3.2 - Índice Vertical-longitudinal - a máxima altura do crânio e a máxima longitude ( a primeira é x% da outra)  

                                     - camecéfalo =  ou baixo: menor que 57,7

                                     - ortocéfalo    =  ou médio: entre 57,7 a 62,5

                                     - hipsocéfalo  =  ou alto: maior que 62,5

    3.3 - Índice Vertical-transversal - comparação da altura com a largura máxima.

                                     - tapinocéfalo =  ou baixo: menor que 79

                                     - metacéfalo   =  ou mediano: entre 79 a 85

                                     - acrocéfalo    =  ou alto: maior que 85

    3.4 - Índice Vertical-lateral - norma de descrição que pode ser  plano-occipital  e  curvo-occipital.

4. Forma do Rosto

    4.1 - Índice facial - obtido medindo-se a altura desde começo do nariz até o ponto inferior do mento.

                                       - Face Leptoprósopa - índice maior que 88

                                       - Face Mesoprósopa - Índice entre 88 a 84

                                       - Face Euriprósopa   -  Índice menor que 84

    4.2 - Âm]ngulo Facial - ângulo obtido por um plano entre face e orelhas.

                                        - Ortognata -   se valor maior que 85º

                                        - Mesognata - se valor estiver entre 80º a 85º

                                        - Prognata   -  se  valor menor que 80º

5. Formas de Nariz

    5.1 - Índice Nasal - proporção obtida  medindo-se largura x altura

                                          - Leptorrino = valor menor que 70

                                          - Mesorrino = valor entre 70 a 85

                                          - Camerrino = valor maior que 85

6. Formas dos Lábios - pode ser: 1- Delgados, medianos e grossos

                                                    2- Perfil:  Reto = maioria dos europeus

                                                                   Convexo = pigmeus africanos

                                                                   Côncavo = a maior parte dos negros

7. Orelhas - Índice auricular ( largura por 100, dividida pela altura )

                - Ausência ou presença do tubérculo de Darwin

                - Aderência ou não do lóbulo ou polpa

8. Olhos - Abertura Palpebral:

              - Abertura ampla

              - Abertura estreita e oblíqua ( ex. povo mongol )

9. Pigmentação - Decorre de uma substância chamada melanina, que se deposita na derme, na capa cortical do cabelo ou da íris.        Quando o organismo do indivíduo é incapaz de produzir algum pigmento ocorre o chamado "albinismo".

RAÇAS DA ÁFRICA 

1. OS ETÍOPES

Na região geográfica "Chifre da África", na Somália e na península da Somália, vivem os povos galla, amhara e somálios, pertencentes à raça etiópica, e participam das características conjuntas dos brancos e  dos negros.

1.1 - Caracteres morfológicos -           Tipo esbelto, de altura média 1,67m. Cabeça dolicocéfala; rosto oval; nariz proeminente, de perfil reto e convexo; lábios finos.     Pele escura algo arroxeada; cabelo negro, encarapinhado e cheio; pilosidade corporal e facial. Este povo em tempos longínquos, o elemento negróide que habitava a península se misturou com os povos invasores procedentes da Arábia e do Baixo Egito. Daquele povo, sul-arábico é também sua língua oficial, o amhárico, existindo vários dialetos.

1.2 - Organização social e Modo de vida -  Lentamente incorporada à civilização ocidental, a região foi até os anos de 1970 regida por uma dinastia segundo a tradição da origem bíblica. Seu primeiro Rei dos Reis, ou Negus, Menelik, foi o fruto dos amores de Salomão e a Rainha de Sabá. Socialmente, eram de se organizar em classes por idade. Os ciclos evolutivos primordiais são de 8 em 8 anos. A partir dos 30 já podiam constituir uma família. Predomina a casa mediterrânea-oriental, de pedra e tijolo coberta por um teto plano.

1.3 - Economia e Crenças - quase metade das terras da região constitui pastagens, em conseqüência, o pastoreio é das principais fontes de riqueza. Os antigos etíopes já conheciam o arado de ferro egípcio, os diques reguladores da água, os canais de irrigação e as culturas escalonadas em terraços.    Antigamente se fazia o culto ao sol,   às forças naturais e às árvores, que lhes representa fecundidade. Cultuam o maometanismo e o cristianismo. Toda a região vem sofrendo as conseqüências do pós descolonização e grupos radicais muçulmanos e guerrilheiros de várias facções se alternam no poder.

2. OS NILÓTIPOS

Assim chamado, de   povo nilóticos por se estenderem pelas pradarias do Alto Nilo,       desde Cartum (capital do Sudão) até a região dos lagos  e desde a Etiópia ao Congo. Compreendem os  dinka e masai,a nação "Azande".

2.1 - Caracteres morfológicos - Tipo esbelto, longilíneo, com pernas e braços compridos, estatura bem alta: 1,82m. Cabeça bastante dolicocéfala; rosto comprido, ortógnato; nariz bastante largo, mas não achatado e pele muito escura, quase negra. Cabelo negro, curto e crespo; pilosidade facial e corporal escassa.

2.2 - Organização social e Modo de vida - é característico entre eles o patriarcalismo e o direito do primogênito possuir a herança paterna. O dote, quase sempre um rebanho de bois, é o mais apreciado no ato matrimonial. São de fazer vida ao ar livre, exceto quando o tempo os impede. As mulheres podem tatuar-se, deformar os lábios ou colocar enormes braceletes de ferro. Os homens fazem um esmerado toucado.

2.3 - Economia e Crenças -  tradicionalmente, conhecem o ferro e sua técnica . Caracterizado como um grande bem o gado vacum.         Crêem em uma divindade superior e adoram as forças da natureza e os antepassados.

3. OS SUL-AFRICANOS

Os sul-africanos ou cáfridas habitam a área compreendida entre os grandes lagos e desde Rep. do Congo, parte de Zambia e Angola. Chamado de povos "bantos", compreende ainda os povos zuluse xonga.

3.1 - Caracteres morfológicos - Tipo fino, de proporções moderadas, com uma estatura média de 1,68m.    Cabeça dolicocéfala; rosto comprido, com prognatismo pouco acentuado; nariz não muito largo, achatado.       Pele cor de chocolate, cabelos negros,  e  em geral encarapinhados.  Falam o bantu, língua que agrupa todos os objetos em  oito categorias, que se distinguem entre si por prefixar cada nome.

3.2 - Organização social e Modo de vida -  Ainda que existam restos de matriarcado, o regime patriarcal baseado em clãs é a forma usual de convivência social. A mulher goza de muitos prestígios, tanto que aceita a poligamia.Já que são elas quem mais trabalha no campo, quanto maior número delas um esposo  terá menos o que trabalhar. A habitação  típica antiga  eram as choças com forma de colméia cônica, estando ao ceente de uma caldeira de vapor. Dois canos em forma de L eram fixados na esfera. Quando o vapor escapava por esses canos em forma de L a esfera adquiria movimento de rotação. Este motor, entretanto, não realizava nenhum trabalho útil. Centenas de anos depois, no séc. XVII, as primeiras máquinas a vapor bem-sucedidas foram desenvolvidas.

As Primeiras Máquinas a Vapor operavam utilizando-se mais da propriedade de o vapor condensar-se de novo em líquido do que de sua propriedade de expansão. Quando o vapor se condensa o liquido ocupa menos espaço que o vapor. Se a condensação tem lugar em um recipiente fechado, cria-se um vácuo parcial ou uma sucção que pode realizar trabalho útil.

Em 1698 Thomas Savery (1650-1715), mecânico inglês, patenteou a primeira  maquina vapor realmente prática, uma bomba para drenagem de água de minas. A bomba de Savery possuía válvulas operadas manualmente, abertas para permitir a entrada do vapor em um recipiente fechado. Despejava-se água fria no recipiente para resfria-lo e condensar o vapor. Uma vez condensado o vapor, abria-se uma válvula de modo que o vácuo no recipiente aspirasse a água através de um cano.

Em 1712, Thomas Newcomen (1663 - 1729), ferreiro inglês, Inventou outra máquina a vapor para esvaziamento das águas de infiltrações das minas. A máquina de Newcomen possuía uma viga horizontal à semelhança de uma gangorra, da qual pendiam dois êmbolos, um em cada extremidade. Um êmbolo permanecia no interior de um cilindro. Quando o vapor penetrava no cilindro, forçava o êmbolo para cima, e acarretava a descida da outra extremidade da viga. Borrifava-se água fria no cilindro, o vapor se condensava e o vacuo sugava o êmbolo de novo para baixo. lsto elevava o outro extremo da viga, que se ligava ao êmbolo de uma bomba na mina.

A Máquina de Watt. Quando James Watt, engenheiro escocês, iniciou suas experiências em 1763, a máquina de Newcomen era a melhor e a mais utilizada. Watt estudou-a detalhadamente e concluiu que utilizava enorme quantidade de vapor e portanto grande quantidade de combustível. Watt observou que o aquecimento e o resfriamento alternados do cilindro desperdiçavam muito calor. Com base nessas. observações, inventou uma máquina em que o condensador e o cilindro eram recipientes separados. O cilindro sempre permanecia quente, O que economizava 3/4 do combustível. Esse aperfeiçoamento permitiu que se evitasse o desperdício de vapor pela condensação ao entrar em contato com o cilindro frio.

Watt registrou sua primeira patente de uma máquina a vapor em 1769, e prosseguiu os aperfeiçoamentos das máquinas. Talvez seu feito mais importante seja o uso do principio da dupla ação. Nas máquinas baseadas nesse princípio, o vapor é primeiramente utilizado sobre uma das faces do êmbolo, e depois sobre a outra. Watt também introduziu o método de conter o vapor quando o cilindro estava parcialmente cheio, o que permitia a expansão do vapor já no cilindro, completando o movimento do embolo. Muitas pessoas, por equívoco, atribuem a Watt a invenção da máquina a vapor. Mas ele apenas a aperfeiçoou. Reduziu o custo de operação das máquinas com condensação e tornou-a práticas para outros tipos de aplicações além do bombeamento.

Máquinas a Vapor Modernas. O principal melhoramento introduzido nas máquinas de Newcomen e de Watt no decorrer dos anos foi o desenvolvimento de máquinas capazes de operarem com vapor de alta pressão. Watt não experimentou o vapor de alta pressão, pois temia uma explosão. Às pressões nas suas máquinas não ultrapassavam a pressão do ar, 1kg/cm2. No final do séc. XVIII e Início do séc. XIX Richard Trevithick engenheiro e inventor inglês construiu as primeiras maquinas a vapor de alta pressão. Uma das suas primeiras máquinas operava sob 2kg de pressão. Em 1815, Oliver Evans, engenheiro norte-americano, construiu uma máquina a vapor sob pressão relativamente elevada, 14kg. Hoje muitas maquinas a vapor operam sob uma pressão superior a 7Okg/cm2.

Outros melhoramentos introduzidos nas máquinas a vapor incluem o desenvolvimento da máquina compound e o uso do vapor superaquecido. No superaquecimento, a temperatura do vapor é elevada a mais de 3700C sem que haja aumento de pressão. Isto ajuda a evitar que o vapor admitido se condense sobre as superfícies do cilindro do êmbolo, pois o vapor superaquecido não esfria tão rapidamente quanto o vapor em condições normais, No fim do séc, XIX. a invenção das turbinas a vapor representou grande avanço no campo das máquinas a vapor. As turbinas a vapor constituem uma fonte econômica de energia para acionar geradores elétricos e hélices de navios a vapor.
 

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RAÇAS DA ÁSIA

1 - OS SIBERIANOS

Os siberianos vivem na tundra e taiga do setentrião do continente asiático, constituindo a tribos dos samoiedas, estiakos, vogul, yukaghir, chukchi, koriakos e kamchadales.

1.1- Caracteres morfológicos - Tipo robusto, brevilíneo, de altura baixa, 1,55m, de estatura média. Cabeça mesocéfala, rosto liso de maçãs pouco salientes, ortógnato, nariz de perfil convexo, olhos oblíquos sem prega palpável. Pele branca amarelada; cabelo castanho ou negro, ondulado. Pilosidade facial e corporal quase nula.

1.2- Organização social - As relações entre homens e mulheres podem ser estreitas, baseando-se a organização social destas tribos na grande família patriarcal de laços consangüíneos. O elemento afim é um animal-totem.          Como personagens mais importantes devem citar-se o shamam ou sacerdote e os caçadores mais adestrados.      O matrimônio se resume em pagar um resgate ou kalin ao pai da noiva. Se o futuro esposo não dispõe do valor monetário preciso, pode arranjá-lo trabalhando algum tempo em casa dos sogros.

1.3- Modo de viver - A casa comunal, ou yurta, compreendendo duas ou três dezenas de famílias, é a forma típica desses povos se agruparem. Os koriakos vivem em tendas com teto de duas vertentes, e os chukchi em outras feitas com armações de costelas de baleias, recobertas de pela de foca ou rena.      O vestuário, indistintamente para ambos os sexos, se compõe de um p

ar de túnicas e de umas calças de pele de rena, ligados a umas botas do mesmo material. As mulheres ostiakas usam um chale com o qual cobrem o rosto.

1.4- Economia - Povos caçadores e pastores, sua economia está estritamente ligada às renas e aos cães, que tiram dos trenós e que servem de alimento, além de ser utilizada sua pele. Os pescados, crus, defumados ou fermentados são seus alimentos básicos. As martas, esquilos, arminhos, búfalos, etc, os abastece de pele e são economicamente apreciadíssimas.         Utilizam o osso , as cascas de álamo branco, vértebras de baleia e inclusive as urtigas, das quais os ostiakos fazem uma fibra com   que confeccionam suas camisas, para fabricar facas, móveis domésticos ou canoas ligeiras  de pele de foca e vértebras de baleia.

1.5- Religião e crenças, Arte e folclore - Crêem na transfiguração das almas.   Os mortos podem ser abandonados na neve com provisões depois de terem sacrificado as renas que transportaram seu cadáver.           Sua forma religiosa mais avançada é a praticada pelos shamas.              Uma guitarra de sete cordas, a lira ou dombra e a harpa são os instrumentos empregados por tão respeitáveis sacerdotes   O povo não tem o sentido artístico muito  moderno, destacando-se seus trabalhos artesanais em madeira e seus bordados de pelo de rena.

2 -OS TUNGÍDEOS

 Esta raça, chamada também norte mongólica, ou mongólica do Norte, ocupa as estepes que vão desde a Mandchúria e Sibéria Oriental até a Mongólia e o Turquistão russo.

2.1- Caracteres morfológicos - Tipo robusto, de altura média 1,64 m. Cabeça  braquicéfala, baixa, com um indice por volta de 85; rosto liso de maçãs salientes, nariz bastante comprimido, de raiz muito  deprimida, olhos oblíquos e com prega dobrada e palpebral; pele de cor amarelada, cabelo rígido e negro; pilosidade facial e corporal escassa.

2.2- Organização social - As agrupações familiares constituídas em tribos e sob autoridade de um ancião, o patriarcado e o matrimônio por compra são características sociais destes povos.  A esposa, pela morte do marido, passa a ser propriedade dos herdeiros, que podem vende-la quando lhes apeteça.    Muito enraizados, estão os sentimentos de hospitalidade e o sentiido de propriedade, esta dividida em três classes: individual (armas), familiar ( trenós) ou tribal ( bosques).

2.3- Modo de vida - Os gilyacos vivem em habitações subterrâneas quadrangulares com paredes revestidas de madeira e teto de feno e barro, embora os yacutos o façam nas típicas casas russas de madeira, pondo nas janelas, como vidraças, escamas de pescado ou vesícula de rena.   Carnes, gorduras e peixes constituem a base de sua alimentação. Vestem-se com as peles de urso, lobo, raposa, etc. Da irradiação solar na neve se protegem com óculos de madeira, couro ou crina tecida, que fabricam.

2.4- Economia - Caça e pesca de mamíferos marinhos tais como baleia, focas, lontras, etc., lhes proporcionam peles,óleos, carne e ossos, vitais todos para sua economia. Como transporte e comunicação utilizam os trenós, de dois andares e os skies, ambos ligeiros e feitos de madeira de álamo branco.

2.5- Religião e crenças; Arte e folclore - Adoram o Sol, que reina sobre a Terra e preside todos os atos dos humanos, e acreditam em uma multidão de espíritos, do fogo, dos bosques e animais, etc., mais ou menos "controlados" pelo respeitável  shaman de cada tribo.   Sua arte se reduz à construção de objetos de madeira e ao trabalho em lã e osso.     A dança é mímica, de cerimônia, não de diversão e música pouco desenvolvida.  É abundante a literatura, romance de tradição oral. Quando uma pessoa do meio deles morre, costumam nunca mais citar o nome do falecido.

3. OS SINIDEOS

Esta raça, também chamada  centro-mongólica está constituída pelos povos chineses, khalkhas e coreanos e se estende pela China, Coréia, boa parte do Tibet e por algumas zonas da Birmânia e Tailândia.    Os chineses remontam em sua história ao século XI a.c. e seus cerca de 1 bilhão de seres se mesclaram muito com os povos vizinhos. 

3.1- Caracteres morfológicos -  Tipo de estatura mais elevada que os tungídeos.               Cabeça mesocéfala, sendo os demais  sinais mais atenuados que naqueles , mas a cor da pele mais amarelada.

3.2- Organização social -           A mulher goza de boa consideração entre os khalkhas, podendo agrupar-se ente povo em clâs familiares sob a autoridade dos ambanes.   A comunidade e a família, compreende às vezes quatro gerações sob o mesmo teto, conforme a sociedade chinesa.         O matrimônio é acertado pelos maiores, não se conhecendo os noivos, muitas vezes, até o momento da cerimônia.  É bem verdade que a revolução de Mao-Tse-Tung modificou as estruturas sociais chinesas.   Entre as tradições mais antigas o sentimento igualitário e democrata estava presente nas raízes da sociedade chinesa.        Os coreanos podem agrupar-se em clãs patrilineares  exógamos, sendo a mulher um instrumento de prazer e trabalho.

3.3- Modo de vida -   A tenda de feltro, comum a todos os povos pastores é a habitação usual dos khalkhas.         Os chineses vivem em casas de argila ou tijolo de planta regular. Portas e janelas estão esculpidas, fazendo nestas as vezes de vitrais uns papeis oleaginosos.  Os diminutos compartimentos interiores, um deles dedicado aos antepassados, é adornado com tapetes e esteirinhas.  Constroem  uma plataforma de tijolos, com um buraco em seu interior, sobre o qual se estende uma esteira que serve de leito.     Alimentam-se de carne, porcos, pássaros e pescados fecundados artificialmente.            Deforma os pés como medida de elegância, calçando quase sempre sandálias de couro ou madeira.

3.4- Economia - As difíceis condições em que se desenvolvem os khalkhas - sua economia é pastoril - fazem com que vivam de forma muito precária,   já que a água é escassa. Se dão ao luxo de beber chá e fumar tabaco. A agricultura é a base da economia chinesa, e isto séculos antes do cristianismo.    Segundo a tradição naqueles remotos tempos foi  inventado o arado por Shennung, além do calendário, ambos  básicos para as atividades agrícolas.  As pequenas propriedades produzem arroz, milho, trigo, soja, ervilhas, frutas, etc.    Relacionados com a indumentária estão os cultivos    do algodão e cânhamo, além de juta e amoreira. O chá é a bebida nacional.

3.5- Religião e crenças; artes e folclore -     Em tempos passados     os chineses     adoravam    os espíritos      da       Natureza e dos antepassados. Lao-Tse, Confucio e Buda, apoiando-se na tradição e na família, configuraram a alma chinesa. Experiências vindas das comunas, tratam de romper o elo familiar, base da sociedade chinesa, respeitosa para com seus maiores.          Lao-Tse, pragmático, afirmava que o chinês buscava a paz interior do coração, abandonando as falsas virtudes ou paixões que por vezes dominavam o povo.   Baseando-se na tradicional estratificação social e histórica, Confúcio ensinou " não faças  aos demais o que não queiras que te façam" colocando a virtude como meta a alcançar.  O foismo ou budismo e o cristianismo foram perseguidos pelos confucionistas e        pelos seguidores do regime comunista, mas enraizou-se na alma do povo que é eclético e tolerante por natureza.             O sentimento artístico dos chineses foi sempre muito desenvolvido.       A arquitetura, perdida em grande parte por causa dos materiais empregados, e a construção de muralhas e pontes, parques e palácios, goza ainda de grandes esplendor, e     sabem fazer muito bem a jardinagem.               Seu teatro e pintura provavelmente não tenham igual no mundo, sendo este sensível povo amigo dos jogos e       danças tradicionais multicoloridos, das flores e das crianças.

4. OS PÁLEO-MONGOLÓIDES

Esta raça  paleo-mongolóide, raça mongólica do Sul ou raça sul-mongolóide, já que pode designar-se por qualquer destes nomes, estende-se pelos países do sul da China e ocupa a Birmânia, Tailândia, Camboja, Laos, Tibet, as ilhas Hondo, Shikoku, Kiushin, Hokaido e Formosa (China Nacionalista). Antigamente ocupava territórios mais ao Norte, mas fora empurrado ao Sul pelos sinídeos.

4.1- Caracteres morfológicos - tipo de estatura baixa, 1,60 m ou menos de média. Cabeça arredondada com um indice cefálico perto de 83, rosto ovulado, com pragnatismo alveolar; nariz curto e largo, quase sempre de perfil côncavo.  Pele de cor amarela parda; cabelo negro, comprido e liso; pilosidade facial escassa e corporal quase nula.

Entre os páleo-mongolóides se distinguem três grupos principais que, considerados tanto racial como culturalmente apresentam características algo distintas. Estes grupos são o indú-chinês, o japonês e o tibetano.

O tibetano se estende pelo Anam, Birmânia, Tailândia, Coréia. Não formam racialmente um grupo homogêneo, mas apresentam caracteres mongolóides acentuados. Sua estatura é de 1,60 m, de média, maçãs salientes, nariz reto e pele cor azeitonada. Um dos principais povos é o anamita.

O japonês  apresenta  os caracteres paleomongolóides mesclados com outros elementos raciais. Devido a pressão dos   povos sinídeos, parte da povoação páleo-mongolóide se refugiou nas ilhas de Hondo, Shikoku, Kiushiu e Hokkaido, onde ,    com    a população indígena ainu , se mesclaram. Essa mescla deu origem ao tipo japonês, conhecido com o nome de satsuma. Posteriormente, devido ao contato das invasões sinídeas das ilha acima, produziram novas mestiçagens que deram    origem  a um novo tipo japonês chamado choshio. Culturalmente também são diferentes, predominavam o primeiro nas classes culturais inferiores e o segundo entre as classes culturais elevadas.

Tibetano o terceiro grupo se distribui pelo Tibet, parte do Butão e do Nepal .

4.2- Organização social -        Devido a influência norte-americana, a sociedade japonesa viu-se envolvida em um processo de democratização que limita o poder absoluto do chefe de família ou do imperador, descendentes direto dos deuses. A condição humana da mulher melhorou pois estava na antiguidade submetida em solteira ao pai, casada ao marido e anciâ ao filho.

4.3- Modo de vida - Consta, no Japão, de um só pavimento com departamentos separados por tabiques móveis recobertos de papel. Pequenos bancos , almofadões, esteirinhas (tatami), jarros de porcelana e os kakemomos, tecido de seda pintado que colocam  em um nicho     ad hoc     em cada casa, formam     o mobiliário comum     deste asseado povo, que ainda é amante da jardinagem e floricultura. Arroz e pescado são base da alimentação, a carne é escassa, assim como o leite e não produzem pão.

4.4- Religião e crenças; arte e folclore - Ao criar-se o mundo, o sol, Amaterasu, criou a família imperial japonesa, a mais velha monarquia do mundo. Seus soberanos ou Tenno gozam de culto divino, e isto ainda hoje, depois da declaração "igualitária" de Hiro-hito em 1945 ( Segunda Guerra Mundial).

Os anamitas alternam o culto aos gênios invisíveis com o budismo. É tido como ato muito honroso entre os tibetanos entregar o corpo do defunto a matilhas de cães famintos.

5. OS MELANO-INDÚS e VEDAS

Também chamados  dravidianos pela língua que usam, originalmente ocupavam região montanhosa de Bengala.      Constitui uma das raças mais primitivas da  Índia e Ceilão.

5.1- Caracteres morfológicos - Tipo intermediário entre o europeu e o negróide.       Estatura baixa, 1,62m. Cabeça dolicocéfala: nariz largo e mento fugido, lábios grossos, pele morena e cabelo negro. Possuem semelhanças com os negros asiáticos e com os australianos, constituindo-se numa raça sui-generis,  isolada em suas origens na antiguidade dos séculos.

5.2- Organização social -         as castas e clâs pátri ou matrilineares são   as formas sociais típicas destes povos, de exogamia atenuada. São hábitos freqüentes a poligamia e a herança  por via masculina. A mulher é quem escolhe o esposo, adandona-o assim que julgar necessário ou casar-se de novo.

5.3- Modo de vida -        Originalmente, os de melhor posição viviam em choças de tijolo com repartimentos.    Trajes ao estilo ocidental  e os coloridos sarongs são as prendas das classes melhor posicionadas.

6. OS INDO-AFGÂS

Através da história, a peninsula do Indostão foi uma zona de freqüentes invasões.  O povo indiano ou indu-afgã penetrou-a desalojando as tribos vedas e indo-melânicas, e ocupando terras melhores.

6.1- Caracteres morfológicos -      Tipo de estatura alta, com 1,70m,  que vai diminuindoao sul. Cabeça dolicocéfala, com índice cefálico aproximado de 75,  rosto alongado com a fronte alta   e reta; nariz reto, leptorrino;   olhos negros, pele morena; cabelo ondulado e cor castanha ou negra.

6.2- Organização social -    A Índia é o pais das castas ( comunidade homogênea que reúne várias famílias dedicadas à mesma atividade e descendentes de um antepassado comum ).  Fala-se em 4 castas importantes: brâmanes, ou sacerdotes; chátrias ou governantes; vaisias, ou povo e os sudras, ou servos. Varna é a acepção  hindú de casta podendo-se contar pelo menos 3000 sub-castas, rigorosamente separadas entre si.       Prolifera a poligamia, o concubinato, estando estritamente regida  esta   sociedade pela endogamia. A mulher é (era ) considerada como objeto, e se enviuvava era queimada viva, junto ao cadáver do marido.

6.3- Modo de vida -     segundo as condições climáticas: telhados planos nas regiões quentes e secas ou de quatro vertentes nas chuvosas afetadas pelas monções. As mulheres vestem um tecido apertado nos quadris e os homens, turbantes.

6.4- Economia -         agricultura pouco mecanizada e as vacas  - aproveitadas somente para produção de leite - são sagradas e intocáveis. A colonização inglesa deixou alguns benefícios ao pais mas os esforços para industrialização se chocam com       o artesanato das pequenas oficinas familiares.

6.5- Religião e crenças -      a transmigração das almas, cremação dos cadáveres e o culto aos deuses, criadores ( Brama ),   os fecundantes  ( Siva ), ou destruidores ( Vicnu ), conformam o pensamento desta classe sacerdotal bramânica, dominante.   Os cerca de 22% da população são muçulmanos, dando ensejo às pretensões de luta com  o Paquistão ( questão da Cachemira ).

6.6- Arte ee folclore -      um realismo idealizado, majestoso e sereno, dotado de um sentido     místico-religioso, c  aracteriza o esteticismo hindu, fortemente voltado para a cultura. A arquitetura está em função da estatuária, que trata de plasmar  de uma forma simbólica as idéias tidas como representativas nas massas esculpidas. O Taj-Baal, simboliza a serenidade.  A literatura, escrita em sanscrito teve influência na civilização ocidental. O poeta Kalidasa-Tagore foi Prêmio Nobel no ano de 1913.

7. INDONÉSIOS,  MALAIOS e PIGMEUS ASIÁTICOS

São a maioria dos habitantes de Bornéu, Filipinas e Molucas.  São de estatura baixa, 1,50m, cabeça mesocéfala ou com débil dolicocéfala. Rosto largo com maçãs salientes, nariz reto; lábios grossos e olhos sem prega palpebral.      Pele morena, cabelo negro.

7.1- Organização social e  Modo de vida -       Em clâs exogâmicas   ( onde as relações entre indivíduos de um mesmo clã são consideradas incesto ). O matrimônio pode ser monogâmico, reduzindo-se ao fato de que a mulher paga um dote aos sogros para tomar o marido e procriar filhos que levem o seu nome e que permanece sempre com ela  O cultivo em terraços do arroz é a técnica agrícola milenarmente empregada.

7.2- Os pigmeus asiáticos ( estatura entre 1,40 e 1,55 ) habitam a península de Málaca. A família é a célula social básica e são bem curiosas as cerimônias matrimoniais. Em Andaman, o noivo tem de sentar-se nos joelhos da sua prometida, subjugada por um grupo de mulheres. Depois dirigem-se à sua casa sem antes terem se olhado. Os antigos se enlameavam  no barro que uma vez secado ao corpo servia como "vestimenta"

RAÇAS DA AMÉRICA DO SUL

RAÇAS DA AMÉRICA DO SUL E AM.CENTRAL

1. OS PAMPEANOS

Povo pertencente ao elemento racial sul-pacífico. São os povos que tinham suas raízes em todo o pampa argentino, desde a Patagônia até ao Chaco.

1.1 - Caracteres morfológicos e Modo de vida - Tipo robusto e de estatura alta: 1,77m.   Crânio muito braquicéfalo, rosto de forma pentagonal; nariz largo e bem proeminente; pele de cor parda clara meio amarelenta; cabelos lisos ou ligeiramente ondulados.  A família agrupada em acampamentos constitui a célula social básica.    Os gaúchos são os herdeiros de seu espírito e costumes.

1.2 -Economia e crenças - Por serem nômades, viviam quase exclusivamente da caça, para a qual era empregado, além de laços e boleadeiras, disfarces de ema. Com eles se misturavam aos rebanhos.           Com a presença do cristianismo, inicio que se deu com a chegada dos espanhóis,  acabou com as práticas animistas e shamânicas. Dese hà muito faziam desenhos em peles curtidas.

2. OS SUL-ATLÂNTICOS

No estudo geral da Etnologia brasileira, o indianismo ocupa um capitulo à parte.      Bastante complexo, objeto de muitas especulações e o seu entendimento vem sendo importante para entender o aparecimento do homem nas Américas. Acredita-se que sua origem seja  mongólica.

Muitos foram os que tentaram classificar o indígena brasileiro levando em conta a somatologia dos grupos e seu modo de vida, porém como sempre acontece grupos que falam a mesma língua possuem caracteres somáticos e culturais diferentes. Diante de algumas classificações, prevaleceu aquela iniciada por vom Martius e seguido por uma série de outros antropólogos como Karl vom den Steinen, Lucien Adam e outros.

Von Martius publicou um livro em 1867, onde aparece a seguinte classificação:  1- Tupís e guaranís: os guerreiros 2- Gés ou crons: os cabeças 3- Guck ou coco: os tios 4- Crens ou guerens: os velhos 5-Parecis ou porages: os de cima 6-Goitacás: os corredores da mata    7- Aruak ou aruaquiz: a gente da farinha       8- Lengos ou guaicurús: os cavaleiros e     9- Índios de transição para a cultura e a língua   portuguesa. Mas achava o estudioso que os Tupis tinham mais influência e importância e Karl von den Steinen propôs nova classificação, e surgiu então:

1- Tupís; 2- Gés; 3- Caraíba; 4- NuAruak; 5- Goitacás; 6- Panos; 7- Miranhas e 8- Guaicurús.  Esta classificação foi adotada por muito tempo,sendo que quando havia mudança, aparecia sempre os quatro primeiros grupos.

Darcy Ribeiro propôs uma classificação baseada  na linguística pois era dificil classificar os indígenas levando-se em conta os caracteres físicos e culturais, por apresentarem uma total diversificação. Foi feito levantamento de tribos de indios integrados, permanentes, intermitentes e isolados. Baseando-se no trabalho de Darcy Ribeiro, o museu Emílio Goeldi ( Rio de Janeiro ) classificou assim: 1: Norte-amazônicos, 2: Juruá-Purús; 3: Guarope; 4:Tapajós-madeira; 5:Alto Xingú; 6: Tocantins-Xingú; 7: Pindaré-Gurup;8: Paraguai; 9: Paraná; 10: Tiete-Uruguai e 11: Nordeste.

Foram anotadas cerca de 40 linguas entre os indégenas brasileiros e muitos dialetos e uma descrição cultural  impraticável. A tribo caraibas foi assim descrita:

2. OS CARAÍBAS

Os tyriyós pertencem à família linguística caraíba.            São de estatura baixa, média 1,60m; pele cor de argila amarelo-cinzenta;   cabelos lisos,   grossos e negros;  olhos forma de amêndoa e cor escura.    Robustos; rosto arredondado . A não ser nos dias de festa tribal, andavam nus.

2.1- Organização social e Modo de vida -  Os tiriyós foram encontrados sedentários, praticando uma agricultura rudimentar e mandioca, milho e feijão. Família geralmente monógama. O casal é sempre fiel. A tribo possui um chefe temporal, o pajé.  As aldeias ou malocas se compõem de ocas e casas, de seis a dez famílias. As casas têm um formado elipsóide, feitas com esteios, amarrados no teto e cobertas com capim sapé.        Dormem em     redes tecidas em algodão ou fibra de buriti que são atadas aos esteios da casa        As ocas ( casas menores ) são dispostas em círculo, em torno de uma praça chamada ocara.

2.2- Economia e crenças - As canoas indígenas são feitas de casca de árvore, as chamadas piroga ou ubá. É o meio de comunicação e de locomoção frequente, pois vivem da caça e pesca.Além do arco e flecha, em certas tribos utilizam a zarabatana ou esgaravatana, que é uma arma de sopro que despeja setas envenenadas contra o alvo. No preparo e limpeza de área usam o sistema de coivara (queimada). Da farinha de mandioca é feito o pão que é posto no fogo a cozinhar. O instrumental para as lavouras são os mais rudimentares que foram conhecendo no contato com o civilizado.   O indígena é fetichista, acredita nos espíritos maus que invadem a aldeia e nos espíritos da floresta. As danças duram dias e as mulheres observam a distância. Destaca-se a arte "marajoara"     e a cerâmica entre os "carajás". Usam tintas(  para o corpo e para outras pinturas também ) obtidas do "urucu".

Na maioria das tribos brasileiras, os mortos são enterrados em urnas de barro, enormes, nas quais o corpo fica sentado.         Em muitas tribos, assim que pacificadas, adotaram a vestimenta dos civilizados, a escola, a boa agricultura e da pecuária; do artesanato e da religião católica ou protestante.

3. OS SUL-PACÍFICOS

A raça sul-pacífica ou também chamada "centro-americana" se estende por ambas as Américas, desde a bacia do Mississipe e México, através da América Central, até os Andes chilenos, na faixa entre a cordilheira e o Oceano Pacífico. Provavelmente procede de várias invasões sucessivas do elemento paleo-mongólico existente nas populações proto-indonésias.

3.1- Caracteres morfológicos - Estatura  de 1,67m. Cabeça braquicéfala, crânio pequeno. Pele cor pardo-amarelada, as vezes avermelhada; cabelo liso, podendo ser ondulado. Dividem-se em três grandes grupos.

3.2- Os Andinos   - Povo de origem histórica. Segundo a tradição, os incas procedem do lago Titicaca. São conhecidas três tribos: os quechuas, aymorás e araucanos.

3.3- Organização social e Modo de vida - Fala-se que os quechuas viviam sob uma organização "socialista" e que tinham todos os assuntos econômicos, sociais e militares nacionalizados.     A unidade fundamental era, os clãs agrupados em tribos hierarquizadas pelos aristocratas. A estes seguiam a pequena nobreza e em último escalão os plebeus, ou puric. Havia diferença entre classes, de forma severa. Entre as tribos, os "araucanos" gozavam de maior liberdade.

As ruínas de Sacsahuaman, em Cuzco são o melhor exemplo do explendor arquitetônico alcançado pelos incas (ruas calçadas a cordel,   belos pavimentos e condução  de água por aquedutos, etc.)      muito superior ao das    cidades européias daquele tempo.         Contrastavam estas realizações grandiosas com as modestas vivendas, familiares ou comunais, em que vivia o povo, feita à base de madeira, cana e palha com uma saída de fumaça no telhado.        Nas regiões cálidas a roupa era uma pequena tanga, nas demais consistia em calças, a cushma        Conservam os chuneos e pandeiros;a bolsa tiracolo e o mesmo consumo de coca.

3.4- Economia e Crenças - A criação de lhamas e alpacas, a caça e a pesca eram o complemento  da agricultura. Uma técnica avançada os fazia conhecer os pântanos, a capacidade dos solos, a semeadura em terraços, a irrigação, etc. Milho, tomate, algodão, pita e te umas dezenas. Os homens saiam à procura de Mulheres de outras tribos ou grupos (exogamia). Suas cabanas de cobertura de ramagem. Nas  caçadas, procuravam disfarçar imitando ( camuflagem ) os movimentos das presas. Sempre souberam conviver com a escassez periódica da água.        Veneram os fenômenos atmosféricos e "na grande árvore ou espírito das selvas"; praticam a bruxaria e adoram a Lua. O instrumento musical mais usado é a arpa de doze cordas. Possuim belas pinturas rupestres.      

RAÇAS DA ÁSIA

1 - OS SIBERIANOS

Os siberianos vivem na tundra e taiga do setentrião do continente asiático, constituindo a tribos dos samoiedas, estiakos, vogul, yukaghir, chukchi, koriakos e kamchadales.

1.1- Caracteres morfológicos - Tipo robusto, brevilíneo, de altura baixa, 1,55m, de estatura média. Cabeça mesocéfala, rosto liso de maçãs pouco salientes, ortógnato, nariz de perfil convexo, olhos oblíquos sem prega palpável. Pele branca amarelada; cabelo castanho ou negro, ondulado. Pilosidade facial e corporal quase nula.

1.2- Organização social - As relações entre homens e mul

heres podem ser estreitas, baseando-se a organização social destas tribos na grande família patriarcal de laços consangüíneos. O elemento afim é um animal-totem.          Como personagens mais importantes devem citar-se o shamam ou sacerdote e os caçadores mais adestrados.      O matrimônio se resume em pagar um resgate ou kalin ao pai da noiva. Se o futuro esposo não dispõe do valor monetário preciso, pode arranjá-lo trabalhando algum tempo em casa dos sogros.

1.3- Modo de viver - A casa comunal, ou yurta, compreendendo duas ou três dezenas de famílias, é a forma típica desses povos se agruparem. Os koriakos vivem em tendas com teto de duas vertentes, e os chukchi em outras feitas com armações de costelas de baleias, recobertas de pela de foca ou rena.      O vestuário, indistintamente para ambos os sexos, se compõe de um par de túnicas e de umas calças de pele de rena, ligados a umas botas do mesmo material. As mulheres ostiakas usam um chale com o qual cobrem o rosto.

1.4- Economia - Povos caçadores e pastores, sua economia está estritamente ligada às renas e aos cães, que tiram dos trenós e que servem de alimento, além de ser utilizada sua pele. Os pescados, crus, defumados ou fermentados são seus alimentos básicos. As martas, esquilos, arminhos, búfalos, etc, os abastece de pele e são economicamente apreciadíssimas.         Utilizam o osso , as cascas de álamo branco, vértebras de baleia e inclusive as urtigas, das quais os ostiakos fazem uma fibra com   que confeccionam suas camisas, para fabricar facas, móveis domésticos ou canoas ligeiras  de pele de foca e vértebras de baleia.

1.5- Religião e crenças, Arte e folclore - Crêem na transfiguração das almas.   Os mortos podem ser abandonados na neve com provisões depois de terem sacrificado as renas que transportaram seu cadáver.           Sua forma religiosa mais avançada é a praticada pelos shamas.              Uma guitarra de sete cordas, a lira ou dombra e a harpa são os instrumentos empregados por tão respeitáveis sacerdotes   O povo não tem o sentido artístico muito  moderno, destacando-se seus trabalhos artesanais em madeira e seus bordados de pelo de rena.

2 -OS TUNGÍDEOS

 Esta raça, chamada também norte mongólica, ou mongólica do Norte, ocupa as estepes que vão desde a Mandchúria e Sibéria Oriental até a Mongólia e o Turquistão russo.

2.1- Caracteres morfológicos - Tipo robusto, de altura média 1,64 m. Cabeça  braquicéfala, baixa, com um indice por volta de 85; rosto liso de maçãs salientes, nariz bastante comprimido, de raiz muito  deprimida, olhos oblíquos e com prega dobrada e palpebral; pele de cor amarelada, cabelo rígido e negro; pilosidade facial e corporal escassa.

2.2- Organização social - As agrupações familiares constituídas em tribos e sob autoridade de um ancião, o patriarcado e o matrimônio por compra são características sociais destes povos.  A esposa, pela morte do marido, passa a ser propriedade dos herdeiros, que podem vende-la quando lhes apeteça.    Muito enraizados, estão os sentimentos de hospitalidade e o sentiido de propriedade, esta dividida em três classes: individual (armas), familiar ( trenós) ou tribal ( bosques).

2.3- Modo de vida - Os gilyacos vivem em habitações subterrâneas quadrangulares com paredes revestidas de madeira e teto de feno e barro, embora os yacutos o façam nas típicas casas russas de madeira, pondo nas janelas, como vidraças, escamas de pescado ou vesícula de rena.   Carnes, gorduras e peixes constituem a base de sua alimentação. Vestem-se com as peles de urso, lobo, raposa, etc. Da irradiação solar na neve se protegem com óculos de madeira, couro ou crina tecida, que fabricam.

2.4- Economia - Caça e pesca de mamíferos marinhos tais como baleia, focas, lontras, etc., lhes proporcionam peles,óleos, carne e ossos, vitais todos para sua economia. Como transporte e comunicação utilizam os trenós, de dois andares e os skies, ambos ligeiros e feitos de madeira de álamo branco.

2.5- Religião e crenças; Arte e folclore - Adoram o Sol, que reina sobre a Terra e preside todos os atos dos humanos, e acreditam em uma multidão de espíritos, do fogo, dos bosques e animais, etc., mais ou menos "controlados" pelo respeitável  shaman de cada tribo.   Sua arte se reduz à construção de objetos de madeira e ao trabalho em lã e osso.     A dança é mímica, de cerimônia, não de diversão e música pouco desenvolvida.  É abundante a literatura, romance de tradição oral. Quando uma pessoa do meio deles morre, costumam nunca mais citar o nome do falecido.

3. OS SINIDEOS

Esta raça, também chamada  centro-mongólica está constituída pelos povos chineses, khalkhas e coreanos e se estende pela China, Coréia, boa parte do Tibet e por algumas zonas da Birmânia e Tailândia.    Os chineses remontam em sua história ao século XI a.c. e seus cerca de 1 bilhão de seres se mesclaram muito com os povos vizinhos. 

3.1- Caracteres morfológicos -  Tipo de estatura mais elevada que os tungídeos.               Cabeça mesocéfala, sendo os demais  sinais mais atenuados que naqueles , mas a cor da pele mais amarelada.

3.2- Organização social -           A mulher goza de boa consideração entre os khalkhas, podendo agrupar-se ente povo em clâs familiares sob a autoridade dos ambanes.&nbpesca e cultivam cereais. Tribos do leste cultivam o milho e dele os subprodutos. As tribos das pradarias conservam a carne deixando-a para secar, e uma vez picada e temperada, guardam-na e bolsas de couro. Podem utilizar em qualquer momento. Tenós sem patins e os bullboats ou botes de pele de bisonte e o cavalo servem de meio de transporte e comunicação. Deuses do bem e do mal, do sol e da chuva, a "mãe terra", as "três irmãs" e os espiritos do milho, são objetos dos cultos dos algonquinos. Todas as tribos acreditam na força do curandeirismo.

3. OS ESQUIMÓS

Etimologicamente, esquimós são os "comedores de carne  crua".         Estendem-se pelas zonas setentrionais da América desde o Alasca até a Gronelândia.         São tribos primitivas de língua polissilábica bastante diferenciadas segundo a zona geográfica em que se encontram. Em 1965 havia cerca de 50 mil habitantes.

3.1 - Caracteres morfológicos e Organização social -  tipo de membros curtos, grosso, de estatura baixa, média de 1,58n.  Crânio alto e alongado, com a abóbada aguilhada. Rosto de forma pentagonal, larga, de maçãs salientes e frente trapezoidal; olhos com prega palpebral; nariz mesorrino.    Pele cor pardo-amarelada; cabelo liso e negro;   e de pilosidade facial ou corporal quase nula.   Não existem clãs nem tribos, sendo a solidão o principal amigo e   ao mesmo tempo inimigo. Uma esposa ou companheira é vital para fazer frente, unidos às duríssimas condições    em que esse povo sobrevive. É comum a bigamia. A convivência social é de total liberalismo, havendo o intercâmbio ou o "empréstimo" de esposas.

3.2 - Modo de vida -  blocos retangulares de gelo empilhados em forma de cúpula constituem a vivenda ou igloo. Nas terras limítrofes com a Ásia a mesma é construída de pedras. Entra-se nela por um túnel subterrâneo e     seu interior é revestida de peles de foca. Camisas, calças e capuzes de pele servem-lhes como vestimenta, completada com as lentes de madeira para proteger-se da radiação solar. Tatuagem nas faces servem para distinguir mulheres casadas/solteiras. Alimentam-se de carne crua, sendo os cães e caribus os animais domésticos vitais. Aproveitam dos ossos de animais para confecção de arco, flechas, arpões, facas... na primavera disfarçam-se de foca, vestindo uma pele semelhante às presas para se aproximarem da caça e arpoá-las. 

3.3 - Religião, crenças -        o infanticídio,     sobretudo o feminino,     comum entre os     esquimós  pode ser uma conseqüência  mais econômica que religiosa.       Veneram as forças ocultas dos shamanes, defensores dos maus espíritos.

AUSTRÁLIA E OCEANIA

1. OS AUSTRALIANOS

Cerca de 800 tribos formaram este quase pré-histórico conglomerado, procedente provavelmente do sul da Ásia.     As mais importantes e as mais numerosas localizam-se no centro  e norte da Austrália,    podendo-se citar nesta zona os aranda e diere; os wiradyuri de Nova Gales e kulin do sudoeste do continente australiano.

1.1 - Caracteres morfológicos - Tipo de 1,70m,  estatura média. Cabeça dolicocéfala. Rosto prognata, frente fugidia, com os arcos superciliares robustos formando viseira; nariz largo e achatado, de raiz fugidia. Boca grande e mento quase ausente. Pele cor achocolatada.           Cabelo longo a mediano, encrespado ou ondulado; pilosidade facial e corporal abundante.

1.2 - Organização social -         Seus indivíduos  podem  pertencer a grupos totêmicos providos de seu tabu particular, alguns dos quais ( as  churungas por exemplo ) estão proibidos sejam vistos pelas mulheres. Estas churungas são pedaços de pedra ou madeira ovalados, dotados de poderes mágicos ( a alma dos defuntos e suas virtudes passavam a sua churunga pessoal ).         As tribos não diferenciam entre parentes consangüíneos e parentes por matrimônio. Um indivíduo pertencente a qualquer  tribo chama "esposa" a qualquer das damas da outra tribo. Os recém-nascidos não pertence ao grupo totêmico dos pais, senão ao do lugar donde se crê "penetrou" o espírito na gestante. Alí se busca e encontra-se a churunga que acompanhará durante toda sua vida ao novo membro. A idade apropriada para contrair matrimônio é de 40 anos para o homem e onze para a mulher.

1.3 - Modo de vida e Economia -       dormem a céu aberto ou em abrigos rochosos, construindo alguns deles cabanas ovaladas ou circulares terminadas em cúpula.       É freqüente a nudez total. Pedaços de madeira terminados em ponta, a qual se adere uma aguda ponta para lançar com mais força os dardos,     constituem o   propulsor ou braço de alavanca que com o boomerang    ( pedaços de madeira plana e curva que descreve uma trajetória circular ao ser lançado e que, se falha, volta à mão do caçador.  Ignoram a agricultura e a pecuaria.         Pescam com dardos ou envenenando as águas, tendo como único animal doméstico o cão dingo.     Os aranda e narriyeri eram canibais.

1.4 - Religião, Crenças e Folclore  - Os cadáveres são defumados; quando imigram as tribos levam as múmias dos familiares consigo. Algumas danças rituais e ao colocar-se em contato com os espíritos por meio de chocalhos rômbicos de madeira constituem todas as suas habilidades folclóricas. 

2. OS MELANÉSICOS

São os descendentes  naturais das ilhas Salomão, Novas-Hébridas, Nova Caledônia, Bismark e Nova Guiné. Apresentam parentescos raciais com naturais da Indonésia e tendo também certos caracteres antropológicos africanos.

2.1 -Caracteres morfológicos e Organização social  -    Tipo brevilíneo de estatura média de 1,64. Cabeça grande mesocéfala. Rosto alto, com arcos ciliares robustos; nariz grande, largo e quase  sempre de perfil convexo e semelhante ao semita; lábios grossos e mento fugido.      Pele escura, cabelos negros e crespos. Os melanésios são divididos em dois grupos: papuas da Nova-Guiné ( de menor estatura ) e os canacas da Nova-Caledônia.  É freqüente a poligamia, coexistindo matriarcado e patriarcado. Empregam a decoração como linguagem simbólica  para simbolizar suas crenças mitológicas. Quando pintam um crocodilo querem indicar a perenidade do objeto em que se pintou.

2.2 - Modo de vida, Economia e Crenças  -   Os primitivos ocupavam as copas das árvores. Constroem choças compridas de até 150m, com ruas ao meio sendo que de um lado habitam mulheres. Conhecem  a rega das plantas e cultivam em terraços coco e inhame. Por construírem pequenos barcos para navegação à vela, as tribos se intercomunicam pelas ilhas.   A  religião configura sua vida e sua arte, cheios como estão de temor ante um mundo que não compreendem.      O que não sabem expressar com palavras, o plasmam em imagens, estátuas, máscaras, decorações bem estéticas.

3. OS POLINÉSIOS

Este povo se espalha  por ilhas e ilhotas.  Povoam as ilhas da Polinésia e da Micronésia. Pode ser um povo de origem asiática, que atingiu as varias latitudes oceânicas através de sucessivas etapas.      Povoam os seguintes arquipélagos: Ilhas Centrais ( Samoa, Tahiti, Tonga); Páscoa; Nova-Zelândia;Havai; Marquesas e Fidji ou Viti.

3.1 - Caracteres morfológicos - Tipo europóide, musculoso, de 1,70 e estatura média.      Cabeça mesocéfala, mais braquicéfala nos orientais e dolicéfala nos ocidentais. Rosto ovalado e alongado.       Pele de cor azeitona, cabelo abundante, liso ou ondulado. Pilosidade facial abundante e corporal escassa.

3.2 - Organização social e Modo de vida - Existe uma estraficação social rígida entre a nobreza (descendentes divinos )e  o povo.    Abundam as casas comunais de dimensões amplas, sendo, por regra geral, a vivenda   de forma quadrangular, de madeira, coberta de folha de palmeira. A tapa obtida na segunda casca da amoreira e a esteirinha servem para confeccionar fraldas curtas que, junto com as vestimentas européias, constituem o seu vestuário. Na Nova-Zelândia são correntes as vestimentas de linho.

3.3 - Economia e Crenças - A agricultura e a pesca são a base de sua alimentação, completada com cães, galinhas e porcos domésticos. Nas ilhas Marquesas era comum entre os primitivos a antropofagia de crianças e mulheres. A batanga é o meio de comunicação pelo mar.

4. OS PIGMEUS OCEÂNICOS

Os chamados "negritos"   estão constituídos, nas Filipinas, pelos hilloanas de Mindanao e os aetas, que são os que conservam  sua primitiva pureza.    Organizam-se em tribos sob o mandato de um chefe, o qual leva como distintivo de sua dignidade um pano enrolado na tíbia.        O medo das tribos vizinhas faz com que os negritos filipinos sejam nômades, construindo paraventos somente nos lugares em que sabem que lhes protege o branco e sua economia é coletora-caçadora.      Na Nova-Guiné, os representantes do tronco pigmeu são os tapiro,   localizam-se nas zonas montanhosas da ilha, onde se mesclaram com os papuas.

RAÇAS DA EUROPA

RAÇAS DA EUROPA E OUTROS EUROPEUS

1. OS NÓRDICOS

      São assim chamados os povos que ocupam  a Escandinávia, Dinamarca, parte da Finlândia, Inglaterra,  Escócia e zonas setentrionais da  Polônia,  Alemanha,  França,  Bélgica e  Holanda, compreendendo sub-grupos raciais  singulares como os celticos e anglo-saxões.

1.1 - Caracteres morfológicos - tipo longilínio de estatura alta 1,73m. Cabeça desde a mesocéfala até a dolicocéfala moderada, com um índice de 77; rosto largo de  frente inclinada  e queixo proeminente;  nariz alto,  leptorrino de  perfil reto e    convexo; lábios comumente delgados. Pele branco-rosada, cabelo louro ou castanho claro; olhos azuis.     Pilosidade facial e corporal um pouco escassa.

1.2 - Organização social   e  Modo de vida -          A família é a sua célula social básica,       alcançando grande importância as associações com fins religiosos, políticos ou industriais.            Seu modo de vida depende da região habitada; podendo ser edifícios de só andar,   retangulares, com soalho acimentado   e paredes de madeira e um   telhado com duas vertentes muito inclinadas. O modo de se vestir, ocidental.

1.3 - Religião e crenças -    Visto que o cristianismo penetrou tardiamente na maioria destes países, ainda perduram crenças derivadas dos antigos mitos germânicos . O artesanato típico destas zonas são as esculturas em madeira e a fabricação de vistosos tecidos de cores,  empregados às vezes  como ornamento do lugar de festas solenes, como as bodas, na Suécia.

2. OS BÁLTICOS-ORIENTAIS

A raça baltico-orientdal ou do leste da Europa se estende pela Finlândia, Rússia, Polônia e Tcheco e Eslovênia. Sendo que geograficamente pode-se classificá-la em quatro grupos:             urgofineses que compreende os finlandeses, os estônios, os corélios  e alguns povos do Volga; os bálticos que abrangem os letônios, lituanos e prussianos; os eslavos que seriam     os eslovacos e tchecos, os wendos e poloneses e por fim os eslavos orientais, que compreendem os russos, os ucranianos e os bielo-russos.

2.1 - Caracteres morfológicos -       Tipo robusto e musculoso, de membros relativamente curtos, de estatura média orçada em 1,67m. Cabeça bastante grande, braquicéfala, de índice cefálico 82; rosto pequeno e largo de maçãs salientes; nariz pequeno, de perfil algo côncavo. Pele mais despigmentada que a dos nórdicos. Cabelo liso, de um louro cinzento e olhos cinzentos.

2.2 - Organização social -     Desde 1917, feita a revolução marxista, Rússia e o leste europeu sofreram transformações radicais em suas estruturas sociais e políticas.                     Os moldes sociais da nova ordem comunitária afetou as células familiares, o paternalismo típico e, sobretudo, as profundas crenças religiosas, objetivo número um de um regime materialista     que      não admite transcendentalismo cristão, a vida ultraterrena.   Economicamente, é bem verdade que os resultados obtidos        foram superiores aos dos velhos tempos czaristas.

2.3 - Crenças, Arte e Folclore -  Apesar das proibições, a religião ortodoxa seguiu sendo a religião dos europeus orientais, exceção feita à Hungria e Polônia, sempre católicas.  O clero ortodoxo se apegou às conveniências do partido comunista,   que o seguia e o declarava  religião oficiosa, servia de fachada à sua propaganda exterior sobre a liberdade de cultos.

O folclore desses povos são dos mais ricos da Europa, encontrando motivo para manifestar-se através de suas belas danças e corais, representações teatrais e de marionetes ( Petruchka ) e cantos populares.

3. OS ALPINOS 

Estendem-se por toda a Europa central e ocidental,  desde a Bretanha francesa,  Suiça, sul da Alemanha e norte da Itália.

3.1 - Caracteres morfológicos - Tipo brevilíneo, de estatura média 1,65m. Crânio braquicéfalo, com um índice aproximado de 86. Rosto ovalado e largo; nariz baixo, de perfil reto e côncavo. Pele pouco pigmentada, cabelo moreno ou castanho; íris cor clara.

3.2 - Organização social e Modo de vida e Economia  -      A família patriarcal, abrangendo duas ou três gerações, pastores e criados, é a célula social fundamental destas regiões.       É comum, na Suiça, uma família estar morando em casa construída e mantida em  bom estado desde hà 100 anos. Construções de pedras, terminando em telhados e marquises de vertentes muito inclinadas.

Os trabalhos   agrícolas,   efetuados   muitas vezes em   comunidade,   e o cuidado dos  grandes rebanhos,   dão origem a um nomadismo periódico e uma indústria modernizada derivada desta fabulosa criação (queijos, chocolates  suíços ), completa-se a economia industrial.

3.3 - Religião e crenças - o catolicismo e o protestantismo se alternam como religiões comuns aos alpinos, os quais ( os mais velhos ) conservavam muito enraizadas suas mitologias e crenças pré-cristãs, lendas da mulher dos lagos e montanhas suíças, sereias e gnomos bávaros e lobisomens bretões.

4. OS LAPÕES

Diversos etnólogos opinam de várias formas, mas acredita-se que os habitantes setentrionais antigos da Rússia, Finlândia, Suécia e Noruega, procedem de um tronco comum e primitivo asiático-europeu.

4.1- Caracteres morfológicos - Tipo brevilíneo de pernas curtas e de pequena estatura, 1;60m. Crânio braquicéfalo. Rosto arredondado; maçãs salientes, mento agudo e olhos com prega palpebral incipiente; nariz curto, de perfil geralmente côncavo. Pele clara, cabelos lisos e olhos escuros.

4.2 - Organização social e Modo de vida - era mais  costumeiro  que o recém-casado  viva os primeiros meses com os pais da esposa. Convivendo em regime de trabalho comunista, mas possuindo direitos pessoais e sagrados à propriedade privada, é um povo com poucos problemas  sociais, já que secularmente dividem o trabalho. A mulher figura como a rainha da casa e  o homem no comando dos serviços externos.  Construções, as choças, de forma piramidal, tendo ao centro uma lareira.

4.3 - Economia e Religião -     Os lapões tradicionalmente cuidam  do pastoreio das renas.    Havia um ditado, antigo  e dizia:     " Campo e prado, cavalo e vaca, para o lapão". Hoje, um povo adaptado ao conforto.   Cultivavam a crença do animismo,  que cedeu lugar ao cristianismo.

5. OS DINÁRICOS

A raça dinárica se estende pelos    Alpes Dináricos,    de onde recebe o nome, ao largo do mar Adriático e pelo Tirol até os Cárpatos. Esses  habitantes dos Cárpatos e Balcâs, cuja mais assinalada singularidade é a heterogeneidade, pode-se reuní-los em três grupos básicos: eslovacos, servo-croatas búlgaros, todos em contato com os elementos alpinos, anatólios e  povos mediterrâneos circunvizinhos.

5.1 - Caracteres morfológicos - Tipo robusto, de pernas compridas e de 1,70m.,  de estatura média. Crânio acentuadamente braquicéfalo; nariz alongado, proeminente e convexo. Pele morena; cabelo pardo ou castanho e olhos escuros.

5.2 - Organização social e Modo de vida -      A grande família ou comunidade doméstica ( zadruga ) regulada, administrada e dirigida    por um ancião e na qual goza escassa consideração a mulher,    foi desaparecendo rapidamente devido à influência ocidental. Persistiu, entretanto uma rígida exogamia, e sobretudo uma espécie de "comunhão espiritual" entre os membros da grande família. As construções, das planícies podem ser as choças, cônicas de madeira sustentada sobre postes, já nas zonas montanhosas,    de pedra, de vários pavimentos,             com galerias e com dependências anexas, servindo de celeiros ou estábulos.       Adornos de prata e latão, sapatos  ou botas de sola plana, gorros e mil prendas mais completam sua vestimenta, e o indispensável blusão bordado e os cofiós e véus finos para fazer penteados.

5.3 -Economia e Religião -  A economia pode ser determinada pela agricultura, pecuária e comércio. Exceção feita as estruturas  comunistas por décadas seguidas, em especial  Iugoslávia ( que recebeu ajuda do plano Marshall ) a velha tradição comercial se deve  à influência turca, que teve muita presença na vida dos dináricos.   À influência dos ciclos culturais clássicos há de se juntar as primitivas crenças dácias, ilírias e orientais. O cristianismo ortodoxo mesclado é percebido nas festividades solenes como Natal, Páscoa, mas prevalece as formas pagãs: oferendas, curandeirismo e  feitiçaria.

6. OS MEDITERRÂNEOS

Os povos mediterrâneos ocupam toda a Península Ibérica, centro-sul da França, parte ocidental e meridional da Itália, sul das Balcâs, ilhas mediterrâneas e Norte da África. Dividem-se em dois grupos raciais: mediterrâneos europeus e mediterrâneos africanos. Os caracteres comuns são: crânio dolicocéfalo, pele morena,    cabelos e olhos escuros.

6.1 - Mediterrâneos Europeus   - Mediterrâneos  europeus íbero-insular: o mais extenso e que ocupa toda a península Ibérica, sul da França e da Itália, sudoeste das Bálcãs e ilhas mediterrâneas.         Estatura média 1,63m, rosto alongado, olhos grandes, nariz fino e lábios carnudos.      Mediterrâneos atlântico-mediterrâneo menor que o grupo anterior, é corrente em algumas das regiões da Espanha e da França. Distinguem-se por ser mais mesocéfalo e ter uma altura superior a 1,63m.

6.1.1 - Organização social e Modo de vida -        Conservadores e amantes da tradição, os mediterrâneos europeus têm como célula social básica a família, com caracteres exogâmicos, podendo-se destacar a importância dada ao contrato de trabalho. Instituições antigas    ( algumas quase extintas )    e núcleos profissionais famosos são a Mesta , os criadores de equinos da Camarga francesa, vaqueiros andaluzes e salmantinos e poveiros ( coletores de mariscos ) de Portugal.   A influência romana é percebida no tipo de construção, sendo a lareira o centro comum da reunião familiar. Casas em dois pavimentos e com terraços.

6.1.2 - Economia e Crenças -  Agricultura e criação constituem o suporte da economia mediterrânea que se destaca pela autarquia da comunidade (cada família deveria produzir o necessário à sua subsistência) pois o individualismo marca esse povo. Cereais, azeite, videiras e outras frutíferas davam origem a imigrações constantes, tendo por causa os trabalhos de coleta. Exceto uma minoria grega, que é ortodoxo, sua religião é a cristã.  São típicas as devoções coletivas, relacionadas com algum santo. O folclore gira em torno das festividades religiosas.

6.2 - Mediterrâneos Africanos -  Se estendem por todo o norte da África, desde o Egito até o Marroco

s. A eles se  superpõem grupos de outras raças  como sul-orientais e etíopes. Pode-se distinguir dois sub-grupos, com caracteres próprios: além do íbero-insular, o saariano . Este, em forma de tribos nômades do oriente ao ocidente do Saara. O povo característico é o tuaregs, de estatura 1,70m, amplos ombros, rosto as vezes oval, nariz fino e pele clara.

6.2.1 - Organização social e Modo de vida -  As características marcantes da tribo cábila são o patriarcalismo e a poligamia. A cabila  corresponde a uma tradicional forma de vida, onde  o território, as coisas pessoais ou individuais pertencem à tribo por nascimento. Modos de vida da população urbana muito defere da não-urbana. Nas cidades destaca-se o pátio interior, alojamento privado para receber. Os nômades beduínos se abrigam em tendas de pele de camelo ou cabra.

6.2.3 - Economia e Crenças - O meio geográfico já determina tudo, existindo a agricultura de região árida ou a irrigação das zonas camponesas, criação de gado  nas desérticas e estepes e técnicas artesanais de cerâmica a mão e pedal.  Está enraizado o islamismo em sua seita sunnita, guardiã da velha tradição maometana. O Ramadan é um jejum rigoroso para todos. Proselitismo de "guerra santa" e ansiosos que são de conseguir a união com Alá, através do êxtase místico.

7. OS TURANIANOS

Pode ser considerados como uma raça de contato entre europeus e mongóis.       Estão localizados desde o sul da Rússia, Casaquistão, sudoeste da Sibéria e estepes do Cáspio, a Pamir e Altai, podendo-se classificá-los em três grupos: kirgueses, ubescos, os cossacos ( os mais numerosos ) e turcomanos.

7.1 - Caracteres morfológicos - Tipo esbelto, de estatura média 1,65, crânio braquicéfalo, maçãs do rosto salientes, nariz alto de perfil reto ou convexo. Olhos rasgados sem prega palpebral, lábios delgados. Pele morena e cabelos negros.

7.2 - Organização social e Modo de vida -           As hordas, tribos e clãs de pastores kirgueses  tradicionalmente organizados  patriarcalmente e o matrimônio é por compra ( turcomanos ), sofrendo a mulher uma triste condição humana.  O bei  é o chefe das famílias ( ou ailús ).     Um trançado de madeira de salgueiro, unido por tiras de couro, revestido todo de feltro, forma     a vurta cilíndrica terminada em cúpula, casa habitual das tribos pastoras.      Seu principal artesanato é a fabricação de tapetes, bordados à mão.

7.3 - Economia e Religião -     Kirgueses e cossacos vivem do pastoreio e criação de cavalos, camelos, carneiros e bois.      Os turcomanos, ao invernarem semeiam o trigo que voltam a recolher nos fins do verão, já que na primavera  se ocupam        com os rebanhos. Os mais antigos viviam um semi-nomadismo.   O maometismo, mesclado com superstições é a religião comum.

8. OS ANATÓLICOS

A raça anatólica, também chamada de armenóide, extende-se pela Àsia Menor, Síria e Irâ, chegando-se ate a Índia. Pertencem a três grupos: os curdos, os iranianos e os armênios.   Os curdos não têm um território próprio, mas estão ao norte do Iraque, ( são indesejados) no Irã e ao sul do Cáucaso.     Os iranianos se estendem pelo Irã e  Afeganistão.         Miscigenados com os  indu-afgâos.  Os armênios,  ocupam a Síria.

8.1 - Caracteres morfológicos - Tipo atarracado, de pernas curtas, altura média 1,65m. Crânio alto, braquicéfalo, com o ocipício achatado, frente reta. Rosto alongado, nariz alto, carnudo. Pele morena. Sobrancelhas cheias. Pilosidade facial e corporal abundante.  Os armênios se distinguem pela pele clara.

8.2 - Organização social e Modo de vida -  Os curdos e armênios agrupam-se em famílias e tribos patriarcais dirigidas por um chefe. Os iranianos estão organizados por classes sociais. Os curdos são monogâmicos, embora a lei reconheça a poligamia.  Os curdos são agricultores ( choças feitas de pedras ou tijolos crus), ou pastores nômades ( tendas de lonas ). Os iranianos rurais constroem moradias com tijolos de argila e palha secos ao sol, sendo construções de dois pavimentos.  Os aposentos de cima para moradias e os de baixo como estábulos.

8.3 - Economia e Crenças  -  A criação de cavalos e camelos, cabras e ovelhas é vital para as tribos nômades. A lâ é aproveitada para o fabrico de feltro. Os agricultores praticam a irrigação, cultivando hortaliças e frutos. Curdos e iranianos são muçulmanos ( chiitas e sunitas ). Os armênios são católicos, gregorianos e unidos.

9. OS SUL-ORIENTAIS

O povo sul-oriental, chamados também de oriental ou semita, ocupa toda a Arábia e se estende pela antiga Mesopotâmia, parte da Síria, pela Jordânia e Israel. Dividem-se em dois grupos: os hebreus e os árabes.       O povo hebreu sofreu a ira do regime nazista. Encontra-se disperso pelo mundo e, em maio de 1948 formaram um pequeno país, a República de Israel, na Palestina. Os árabes ocupam toda a Arábia, parte da Síria e Jordânia.

9.1 - Caracteres morfológicos - Tipo de altura mediana, 1,68m. Crânio alto, curvo, occipício  acentuado. Rosto comprido e estreito, nariz alto, saliente, convexo e delgado. Lábios finos. Pele escura, cabelos negros, ondulados ou frisados. Pilosidade corporal e facil abundante.

9.2 - Organização social e Modo de Vida - Entre os hebreus a célula básica é a família patriarcal, geralmente bígamo, sendo o pai o chefe, a quem se submetem totalmente a esposa e os filhos. Entre os árabes a família também é patriarcal e quase sempre monogâmica. As pequenas tribos, unidas, formavam pequenos Estados, e governados por xeiques.

9.3 - Modo de vida, Economia e Crenças -  à moda tradicional, a casa é feita com tijolos ou de taipa, constando de uma ou de várias habitações, estando colocadas ao redor de um pátio em cujo  centro existe um poço ou cisterna.          Os povoados se distinguem por suas ruas estreitas e suas habitações com uma abertura somente e pintadas com cal.         A vestimenta típica consiste em camisas, túnicas e mantos entre os hebreus.  Camisas com calças, mantos,  e gorros cobertos pesca e cultivam cereais. Tribos do leste cultivam o milho e dele os subprodutos. As tribos das pradarias conservam a carne deixando-a para secar, e uma vez picada e temperada, guardam-na e bolsas de couro. Podem utilizar em qualquer momento. Tenós sem patins e os bullboats ou botes de pele de bisonte e o cavalo servem de meio de transporte e comunicação. Deuses do bem e do mal, do sol e da chuva, a "mãe terra", as "três irmãs" e os espiritos do milho, são objetos dos cultos dos algonquinos. Todas as tribos acreditam na força do curandeirismo.

3. OS ESQUIMÓS

Etimologicamente, esquimós são os "comedores de carne  crua".         Estendem-se pelas zonas setentrionais da América desde o Alasca até a Gronelândia.         São tribos primitivas de língua polissilábica bastante diferenciadas segundo a zona geográfica em que se encontram. Em 1965 havia cerca de 50 mil habitantes.

3.1 - Caracteres morfológicos e Organização social -  tipo de membros curtos, grosso, de estatura baixa, média de 1,58n.  Crânio alto e alongado, com a abóbada aguilhada. Rosto de forma pentagonal, larga, de maçãs salientes e frente trapezoidal; olhos com prega palpebral; nariz mesorrino.    Pele cor pardo-amarelada; cabelo liso e negro;   e de pilosidade facial ou corporal quase nula.   Não existem clãs nem tribos, sendo a solidão o principal amigo e   ao mesmo tempo inimigo. Uma esposa ou companheira é vital para fazer frente, unidos às duríssimas condições    em que esse povo sobrevive. É comum a bigamia. A convivência social é de total liberalismo, havendo o intercâmbio ou o "empréstimo" de esposas.

3.2 - Modo de vida -  blocos retangulares de gelo empilhados em forma de cúpula constituem a vivenda ou igloo. Nas terras limítrofes com a Ásia a mesma é construída de pedras. Entra-se nela por um túnel subterrâneo e     seu interior é revestida de peles de foca. Camisas, calças e capuzes de pele servem-lhes como vestimenta, completada com as lentes de madeira para proteger-se da radiação solar. Tatuagem nas faces servem para distinguir mulheres casadas/solteiras. Alimentam-se de carne crua, sendo os cães e caribus os animais domésticos vitais. Aproveitam dos ossos de animais para confecção de arco, flechas, arpões, facas... na primavera disfarçam-se de foca, vestindo uma pele semelhante às presas para se aproximarem da caça e arpoá-las. 

3.3 - Religião, crenças -        o infanticídio,     sobretudo o feminino,     comum entre os     esquimós  pode ser uma conseqüência  mais econômica que religiosa.       Veneram as forças ocultas dos shamanes, defensores dos maus espíritos.

AUSTRÁLIA E OCEANIA

1. OS AUSTRALIANOS

Cerca de 800 tribos formaram este quase pré-histórico conglomerado, procedente provavelmente do sul da Ásia.     As mais importantes e as mais numerosas localizam-se no centro  e norte da Austrália,    podendo-se citar nesta zona os aranda e diere; os wiradyuri de Nova Gales e kulin do sudoeste do continente australiano.

1.1 - Caracteres morfológicos - Tipo de 1,70m,  estatura média. Cabeça dolicocéfala. Rosto prognata, frente fugidia, com os arcos superciliares robustos formando viseira; nariz largo e achatado, de raiz fugidia. Boca grande e mento quase ausente. Pele cor achocolatada.           Cabelo longo a mediano, encrespado ou ondulado; pilosidade facial e corporal abundante.

1.2 - Organização social -         Seus indivíduos  podem  pertencer a grupos totêmicos providos de seu tabu particular, alguns dos quais ( as  churungas por exemplo ) estão proibidos sejam vistos pelas mulheres. Estas churungas são pedaços de pedra ou madeira ovalados, dotados de poderes mágicos ( a alma dos defuntos e suas virtudes passavam a sua churunga pessoal ).         As tribos não diferenciam entre parentes consangüíneos e parentes por matrimônio. Um indivíduo pertencente a qualquer  tribo chama "esposa" a qualquer das damas da outra tribo. Os recém-nascidos não pertence ao grupo totêmico dos pais, senão ao do lugar donde se crê "penetrou" o espírito na gestante. Alí se busca e encontra-se a churunga que acompanhará durante toda sua vida ao novo membro. A idade apropriada para contrair matrimônio é de 40 anos para o homem e onze para a mulher.

1.3 - Modo de vida e Economia -       dormem a céu aberto ou em abrigos rochosos, construindo alguns deles cabanas ovaladas ou circulares terminadas em cúpula.       É freqüente a nudez total. Pedaços de madeira terminados em ponta, a qual se adere uma aguda ponta para lançar com mais força os dardos,     constituem o   propulsor ou braço de alavanca que com o boomerang    ( pedaços de madeira plana e curva que descreve uma trajetória circular ao ser lançado e que, se falha, volta à mão do caçador.  Ignoram a agricultura e a pecuaria.         Pescam com dardos ou envenenando as águas, tendo como único animal doméstico o cão dingo.     Os aranda e narriyeri eram canibais.

1.4 - Religião, Crenças e Folclore  - Os cadáveres são defumados; quando imigram as tribos levam as múmias dos familiares consigo. Algumas danças rituais e ao colocar-se em contato com os espíritos por meio de chocalhos rômbicos de madeira constituem todas as suas habilidades folclóricas. 

2. OS MELANÉSICOS

São os descendentes  naturais das ilhas Salomão, Novas-Hébridas, Nova Caledônia, Bismark e Nova Guiné. Apresentam parentescos raciais com naturais da Indonésia e tendo também certos caracteres antropológicos africanos.

2.1 -Caracteres morfológicos e Organização social  -    Tipo brevilíneo de estatura média de 1,64. Cabeça grande mesocéfala. Rosto alto, com arcos ciliares robustos; nariz grande, largo e quase  sempre de perfil convexo e semelhante ao semita; lábios grossos e mento fugido.      Pele escura, cabelos negros e crespos. Os melanésios são divididos em dois grupos: papuas da Nova-Guiné ( de menor estatura ) e os canacas da Nova-Caledônia.  É freqüente a poligamia, coexistindo matriarcado e patriarcado. Empregam a decoração como linguagem simbólica  para simbolizar suas crenças mitológicas. Quando pintam um crocodilo querem indicar a perenidade do objeto em que se pintou.

2.2 - Modo de vida, Economia e Crenças  -   Os primitivos ocupavam as copas das árvores. Constroem choças compridas de até 150m, com ruas ao meio sendo que de um lado habitam mulheres. Conhecem  a rega das plantas e cultivam em terraços coco e inhame. Psto na parte inferior da mandíbula ou saliência carnuda por baixo do beiço inferior dos animais.

Neonazistas - grupos partidários do neonazismo, doutrina que se assemelha em alguns aspectos ao nazismo, no qual se inspira. O nazismo ( doutrina e partido político liderado por Hitler, na Alemanha entes da Segunda Guerra) defendia a superioridade dos brancos europeus e particularmente dos alemães, a inferioridade  dos negros e judeus (que foram até confinados em campos de concentração) e culpava sempre estes últimos pelos problemas do país.

Occipício - em anatomia humana, a parte infero-posterior da cabaeça.

Ortógnato - constituição da cabeça, caracterizada por pouca ou nenhuma proeminência da face à frente de um plano vertical tangente à parte anterior da fronte, segundo a escola francesa, o que torna o ângulo facial quase ou totalmente reto.

Pigmentação - decorre de uma substância chamada "melanina" que se deposita na derme, na capa cortical do cabelo ou da íris. Quando o organismo do indivíduo é incapaz de produzir algum pigmento ocorre o chamado "albinismo", caso não racial.

Prógnato -igual a "prognata" - os que possuem as maxilas alongadas.

Raça - termo que designa grupos de indivíduos que diferem de forma significativa nas freqüências de seus genes.

Seleção Natural - adaptação de uma população a seu meio natural ( clima, vegetação, solos, etc.). Alguns cientistas afirmam que a cor da pele foi um processo adaptativo ao clima - pigmentação mais escura nas áreas quentes, assim como a forma do nariz achatado.

Seleção Social - influência que o meio social    ( os costumes, a economia as instituições, etc.)     exerce sobre o processo evolutivo do homem.  O meio social influi nas mudanças genéticas de uma população. Por exemplo: cada sociedade tem a sua regulamentação dos casamentos, com regras de proibição ou de incentivos,   dependendo da posição de cada pessoa nessa sociedade.

Sunita -    no islamismo, designação comum aos muçulmanos ortodoxos,     os quais reconhecem a autoridade dos quadro primeiros califas, por oposição aos xiitas.

Semita - família originária da Ásia ocidental e que compreende os hebreus, assírios, aramaicos, fenícios e árabes.

Skinheads - cabeças-raspadas; gangues racistas ou neonazistas que raspam os cabelos e cultivam forte preconceito contras algumas etnias.